quarta-feira, 27 de maio de 2009

Construindo possibilidades pedagógicas com o uso das tecnologias.


A web foi criada em 1991 pelo cientista inglês Tim Berners-Lee. A web 1.0 foi a primeira geração de internet comercial, considerada “a grande biblioteca digital”. Com conteúdo pouco interativo, o usuário era quase somente um expectador que se maravilhava com a quantidade de informações disponíveis e o visual mais sofisticado de alguns sites, sem poder para alterar o que quer que fosse. A navegação pela web 1.0 possibilitava ao usuário comum quase somente a leitura e contemplação Vem desse cenário o Cadê, o Altavista, o Yahoo, o UOL, e o hotmail. O Geocities criado em 1994 foi o pioneiro em oferecer um serviço de hospedagem gratuita em que os usuários poderiam montar seus sites usando comandos de HTML ou publicar arquivos criados no desktop por meio de uma interface de gerenciamento. Comprado pelo Yahoo em 1999, se mantém até o momento, porém com aviso de encerramento de suas atividades para esse ano de 2009. A VilaBOL, serviço de hospedagem grátis do Brasil Online (BOL), vem também da década de 1990 oferecendo editores de páginas, gerenciador de arquivos, busca e diretório de sites, além de complementos como contador e livro de visitas. Bem gerenciada, vem se mantendo ao longo dos anos.

A segunda geração delineou-se a partir de 2004, apontada como web 2.0, trazendo inovações e possibilidades de interação, a web 2.0 é uma grande plataforma com muitas ferramentas a serviço da inteligência coletiva e do compartilhamento, tornando-se mais criativa e mais participativa. A criação da Wikipédia, o aperfeiçoamento de pesquisas e buscas em geral através do Google, os recursos interativos a comunicação síncrona e assíncrona de fácil navegação e operacionalização, totalmente voltada para a construção coletiva e compartilhada do conhecimento. Mais participativa, mais democrática, mais popularizada, A grande rede ganha a cada ano novos softwares e espaços como o YouTube, o Delicius, o Fliker, o Google Maps, o Moodle o Wikispaces, o Slideshare, o Facebook, O WordPress e o Google Earth versão 5.0, bem como uma infinidade de outras ferramentas utilitárias do Google.

Essa geração criada em frente à televisão tem uma atitude muito passiva na internet. Diante de uma tela virtual suas convicções se voltam para o entretenimento. È uma questão cultural. Para se agregar práticas pedagógicas com o uso, principalmente, da internet é preciso está bem preparado para segurar os alunos na atividade pretendida. Os mesmos ficam clicando aleatoriamente, ou buscam jogos, vídeos e outros atrativos, igualmente fazem com um controle remoto diante da TV. Zapeiam mais do que assistem. O que controla essa curiosidade mórbida? Um assunto empolgante, uma metodologia dinâmica uma boa conversa antes de sentarem-se diante do computador uma aula bem planejada e um professor mediador que saiba empolgar a turma para a atividade proposta.

Como estou professora colaboradora no laboratório de informática estou trabalhando informática educativa com 80 alunos no contra turno um projeto de 40 horas/aula em forma de oficinas, onde cada atividade é contextualizada com o currículo e com o aprendizado das noções básicas para o uso do computador, da internet e suas ferramentas voltadas para a produção e aquisição do conhecimento. Isso é para mim um laboratório onde e quando posso testar as orientações que venho dando aos demais professores. Nem tudo são flores, mais venho conseguindo um bom desempenho e envolvimento dos alunos.

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